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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Revolta das Bixas !

  SÃO PAULO – Foi linda! Assim pode ser classificada a manifestação contra a homofobia realizada no final da tarde de ontem, 24, no entorno do campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
O protesto foi marcado por estudantes da universidade contra as declarações homofóbicas do chanceler Augustus Nicodemus Gomes Lopes postadas no site da instituição, contrário à aprovação do Projeto de Lei da Câmara PLC-122/06 (PLC-122/06).
Cerca de 2 mil pessoas, entre militantes, simpatizantes, estudantes do Mackenzie, Universidade de São Paulo (USP) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo se juntaram ao protesto contra a discriminação e a violência cometida contra os homossexuais.
E tudo teve tom de protesto. Um carro adaptado com uma caixa de som e um microfone plugado era o palanque dos discursos. Os apitos e os gritos de “contra a homofobia, nossa luta é todo dia”, além dos balões brancos e as bandeiras do arco-íris deram a tônica da insatisfação.
Como todo protesto é meio tenso, este não foi diferente. Após o início da reivindicação dos direitos dos LGBT, seguranças da universidade fecharam os portões para que os alunos não saíssem. De acordo com um dos seguranças, apenas um portão estava aberto para o fluxo de alunos. Ironicamente, o que fica na Rua da Consolação, lado contrário ao do manifesto, que acontecia na Rua Itambé.
Tensão – Após a denúncia de que os evangélicos do Mackenzie estavam impedindo os alunos de saírem do campus, boa parte dos manifestantes desceram a rua Itambé rumo ao portão fechado da universidade (Vídeo 01). Lá, estavam os seguranças e alguns membros do corpo diretivo da instituição de ensino, que recuaram.
 
Após a descida dos alunos, a metade que estava parada resolveu descer rumo à rua Maria Antônia, palco de grandes revoluções estudantis no regime militar. Na esquina da Itambé com a Maria Antônia, moradores de alguns prédios jogaram ovos, mas a galera do arco-íris não se intimidou e ocupou a rua assim mesmo.
Virou passeata – A manifestação virou passeata LGBT com tudo o que tinha direito. Por entre os carros, alguns com vidros fechados e até outros com simpaia pelo manifesto, os presentes apitavam, gritavam palavras de ordem de forma descontraída e consciente. “Ão, ão, ão, também sou sapatão” e “E daí? também sou travesti” eram palavras de ordem lembrando a diversidade sexual (Vídeo 02). Na confluência da Rua da Consolação com a Maria Antonia, o trânsito ruim de São Paulo teve que travar mais um pouco.
Os manifestantes resolvem, então, subir a Rua Augusta rumo à Av. Paulista, na altura do prédio 777, onde aconteceu um dos ataques homofóbicos dos cinco jovens delinquentes. Lá, mais uma vez discursaram e agradeceram ao segurança do prédio, que socorreu um dos homossexuais agredidos. A polícia não impediu a manifestação, e seguiu o cortejo dando segurança aos presentes, que foram se dispensando ao longo da caminhada. Tudo foi muito lindo e emocionante!


Um adendo – Ah, antes de começar o cortejo, houve um pedido de um beijaço. Alguns deram selinho, outros não tiveram tempo de xavecar alguém antes e acordar um beijo de protesto, mas que tinha muita boca boa para beijar, ah, tinha! Como é linda essa galera do arco-íris, viu?







- Taah Bonitah quem disse que Nos nao descemos do salto nunca... Apoiadissimo essa revolta aii luxoo...

-  se for atravez de baixaria ki nos ( gays ) seremos ouvido, pois que assim seja... querido barraco e bafão é com nos mesmoo...

- Quero Ouvir todas cantando... Ão Ão Ão, abaixo a opressão, atraz do silicone tbm bate um coração...

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